sexta-feira, 11 de maio de 2012

Sabe quando você sente que foi machucado?! Sabe quando você sente que tava se curando?! Sabe quando você percebe que a cicatriz ainda dói?! E dói, e dói, e dói como nada doeu antes. Dói como se você tivesse perdido a própria cabeça. Dói como se você tivesse perdido algo seu que você nem sabe o que é! E tudo dói: doem os olhos, os ouvidos, a boca, os braços, a cabeça e o coração! Dói como se nunca fosse passar, dói como se nunca tivesse fim! Mas você sabe que tem! Dói como se alguém tivesse brincando com você pra saber até onde você pode suportar. Dói como se ninguém se importasse que doesse, como se só você entendesse, como se toda outra dor fosse pequena. O que os olhos não vêem a fantasia inventa e dói ainda mais! Dói saber, dói não saber! Dói perguntar e dói calar! Dói saber que não volta e que nem poderia, nem deveria, talvez!  Ninguém sabe o que significa pra você, só você mesmo! Nascemos sozinhos, vivemos sozinhos, morremos sozinhos, mesmo quando estamos cercados de pessoas, que nos amam e amamos, e que nos magoam e que magoamos! Só quem perde um grande amor sabe da dor que existe, mesmo quando ela já passou, mesmo quando a ferida fechou, você se conformou! Dói em lembrar e esquecer. Dói em cada lembrança! Dói, e vai doer pra sempre. E você nunca mais será o mesmo, porque só quem já teve que esquecer alguém sabe o quanto dói!

Love Of My Life Queen

Love of my life, you've hurt me
You've broken my heart and now you leave me
Love of my life, can't you see?
Bring it back, bring it back, don't take it away from me
Because you don't know what it means to me...

Love of my life don't leave me
You've stolen my love* and now desert me
Love of my life, can't you see?
Bring it back, bring it back, don't take it away from me
Because you don't know what it means to me...

You'll remember when this is blown over,
And everything's all by the way
When I grow older, I will be there at your side to remind you
How I still love you, I still love you...

Hurry back, hurry back, don't take it away from me, because
You don't know what it means to me

Love of my life,
Love of my life...
Uhhh... Yeah....


sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

2:32 da manhã, a lua cheia, e os rapazes do caminhão do lixo indo pra casa!

Eu sou um ser noturno. Sempre fui.
Eu não sei porque eu gosto de estar acordada quando todos em casa dormem. Eu simplesmente gosto.
Eu gosto também de ir na janela e olhar pra rua no meio da noite. 
Faço isso desde que me entendo por gente... eu só acordo, ou nem dormi ainda, e vou até a janela olhar a rua parada, o prédio vazio, o muro da frente da casa, o que der pra olhar eu olho. Às vezes eu olho os rapzes que trabalham recolhendo o lixo no caminhão, às vezes na chuva, ou num sábado que todos se divertem. Não é justo! Eu não acho justo!
E hoje... como se fosse uma mensagem escrita aconteceu algo que parece que mudou a minha vida. São 2:32 e esseé um horário que geralmente estou acordada. Vendo seriado. Ou lendo. Hoje lendo. Terminando um livro chama 'Eu sou o mensageiro' de Markus Zusak, o mesmo de 'A menina que roubava livros'. Comprei 'Eu sou um mensageiro' confiando no autor porque quando eu terminei 'A menina que roubava livros' eu tive a sensação que queria chorar pro resto da vida e mesmo assim seria feliz. 
Eu terminei o livro. E quando você tá chegando no final de um livro empolgante você só consegue querer terminar logo e foi o que eu fiz. Quando terminei e fechei o livro, guardei na prateleira, parecia que eu tinha corrido léguas atrás de alguma coisa, a felicidade do protagonista. E ele conseguiu, mas eu fiquei com sede.
Eu fui beber água e então foi aí que me lembrei o quanto eu gosto de ficar acordada e olhar a janela de noite. E fui pra janela da sala, a janela da frente, a que eu sempre vou, ou ia, antes de ser o quarto do meu irmão, mas vou, quando ele não tá lá, se não eu olho a do quarto mesmo, que é sem graça, mas vale. Então primeiro eu vi, lá longe, saindo de trás de umas núvens, a lua cheia, toda iponente, porque ela sabe que é o sucesso mesmo, todo mundo curte uma lua cheia. Eu fiquei feliz, porque eu nunca vejo a lua cheia pela janela da sala, só pela do quarto do meu outro irmão, ou mesmo do meu. Pareceu um sinal e eu continuei lá.
E você agora deve pensar, o que tem a ver uma coisa com a outra?
E eu respondo: pela primeira vez na minha vida, hoje, madrugada do dia 06 de janeiro de 2012, dia de Reis, eu estava na janela na hora que os rapazes do caminhão de lixo já terminaram o serviço e estavam indo pra casa. Indo pra casa. E eles estavam todos sentados na cabine, com o motorista, e eu acho que eles estavam felizes, apesar de tudo. 
E eu me senti feliz, de novo, aliviada, porque achei que eles só terminavam o turno lá pras 5 da manhã. Eles estavam indo pra casa. Pra casa.
E você ainda deve estar se perguntando, o que tem a ver uma coisa com a outra?
E eu respondo: tudo!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

A criação

 
Criação do sol e da lua. Michelangelo (Capela Sistina)

Sempre penso o que é preciso pra criar? 
 Será que pra criar é preciso estar inquieto com algo? Triste? Choroso? 
Será que pra criar é preciso estar bêbado, drogado, desenganado?
Ou Sóbrio, renegado, abandonado?
Porque pra criar é preciso ter algo que incomode? Será que o próprio incomodo por não criar já não seria incômodo suficiente e portanto mais que suficiente para por em ação a máquina pensante ou diria criante que é o homem.
Será que é preciso ser pago? Ou é preciso odiar alguém? Ou lembrar de um qualquer coisa da sua infância?
Dveria bem ser possível dizer: hoje eu vou criar. E criar. Ou será preciso pensar o que criar? Ou agir expontaneamente e criar, e assim só se sabe que cria depois da criação, sua criação, ou criação de algo? No fim da no mesmo. Sempre se cria, nem sempre se cria o que se quer. Pode-se criar monstros no armário, mas quem precisa deles, se cada um já tem um monstro dentro de si mesmo? Vai entender.
Eu sei mesmo é que quem cria é criança, mas cria mal. Já diziam:"menino, deixa de mal-criação" ou é porque seria mal-criado.
Outra coisa que foi criada foi o criado. Na verdade é criado mesmo porque alguém criou porque no fundo nem tinha necessidade disso tudo. Se fosse essencial não precisaria ser criado, já existira desde sempre.
Porque isso que a arte é essencial, porque existe desde sempre, então não é criada. Assim instala-se um paradoxo.O paradoxo da criação. Um paradoxo duplo. Paradoxo porque contradiz e ao mesmo tempo perfeitamente compreensível. Paradoxo mais duplo ainda porque quando pensamos na criação do homem lembramos de Deus, que nos fez a sua imagem e semelhança. E por isso é paradoxo, porque se Deus pode tudo e somos feitos a sua imagem e semelhança, deveríamos poder tudo também, mas alguém mordeu a maçã, que não podia morder, então não somos tão semelhantes assim. E é por isso mesmo que criamos, porque falta! 
Acabo concluindo que é preciso que falte algo, porque se não faltar, qual o interesse de criar algo, gastar o tempo? Ser famoso? Ser rico? Não.... a grande verdade é que criar só serve mesmo é pra dar conta de algo... então não sei porque Deus criou, já que ele pode tudo, deveria não faltar nada. Mas então, se ele cria porque algo falta, somos bem semelhantes então, nós e Deus.
Chega! Fiquei confusa... desisto de entender o porquê da criação e seus ingredientes. Quem quiser que crie, quem tiver algo pra criar que o faça. Eu, vou continuar aqui, criando.... criando caso com essas coisas bizarras que a gente tem que lidar e com essas pessoas estranhas e agressivas que a gente tem que entender.


Criação do Homem.  Michelangelo (Capela Sistina)